A semana foi de tensão nos bastidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo? O senador Flávio Bolsonaro apareceu, sem aviso prévio, filiado ao partido Missão — e, segundo apuração, o político nega qualquer vínculo com a legenda. A situação rapidamente se transformou em um imbróglio jurídico que mistura política, tecnologia e suspeita de fraude.

O recado do TSE

O TSE não demorou a se manifestar. De acordo com a VEJA, o órgão mandou um recado claro: qualquer filiação irregular será tratada com rigor. O alerta veio após o partido Missão apresentar uma notícia-crime ao tribunal, alegando que a filiação do senador teria sido feita de forma fraudulenta, sem o consentimento dele.

O partido Missão afirma que a filiação não partiu do senador e trata o caso como possível fraude, com base em indícios de uso indevido de dados.

IP rastreado e notícia-crime

Para reforçar a denúncia, a legenda enviou ao TSE o endereço de IP que teria sido usado para realizar a filiação de Flávio Bolsonaro, conforme noticiou o G1. A suspeita é de que alguém tenha utilizado os dados do senador sem autorização, criando uma filiação falsa no sistema da Justiça Eleitoral. O caso segue em apuração e promete render novos capítulos.

Outros candidatos na mira

Enquanto o imbróglio envolvendo o senador ganha os holofotes, o TSE também se deparou com outras irregularidades nas eleições de 2026. Mailson da Silva Neto, candidato ao Senado pelo PCO, e Goret Bitu, candidata pela UP, não declararam nenhum bem ao tribunal. A ausência de bens pode levantar questionamentos sobre a transparência das candidaturas e colocar os dois na mira da Justiça Eleitoral.

O cenário reforça a importância do TSE como guardião das regras eleitorais em um ano de disputa acirrada.